Portugal realiza esta sexta-feira leilão extraordinário de Obrigações do Tesouro

O Instituto de Gestão e Tesouraria e do Crédito Publico (IGCP) realiza esta sexta-feira um leilão extraordinário de Obrigações do Tesouro com maturidade em junho de 2012, num montante indicativo de 1.500 milhões de euros e a uma taxa média anual do cupão de cinco por cento.

O leilão irá decorrer entre as 09:15 e as 09:30, segundo o IGCP que indicou, também hoje, que o Estado prevê emitir entre quatro e sete mil milhões de euros em dívida de curto prazo durante o segundo trimestre do ano.

De acordo com as linhas de atuação para o segundo trimestre, está prevista a realização de leilões em seis dias, dois por cada mês, só para a colocação de dívida através de Bilhetes do Tesouro.

O primeiro leilão, já anunciado esta manhã, será realizado na próxima quarta-feira, e prevê colocar entre 750 e mil milhões de euros em dívida de curto prazo.

Além desta dívida de curto prazo, o IGCP informa ainda que a emissão de Obrigações do Tesouro (médio/longo prazo) durante este segundo trimestre “ficará sujeita às condições de mercado, podendo tomar a forma de leilões regulares ou de leilões extraordinários”.

O instituto que gere a dívida pública portuguesa indica ainda que “continuará a explorar oportunidades no âmbito de instrumentos de financiamento alternativos em vigor” e que “acompanhará ativamente a evolução das condições de mercado, podendo introduzir ajustamentos às presentes linhas de atuação”.

Já no início de março, (dia 2), o Estado colocou no mercado mil milhões de euros em duas linhas de Bilhetes de Tesouro, uma com maturidade em setembro e outra em fevereiro do próximo ano.

Os 450 milhões de euros colocados na linha que vence em fevereiro pagam um juro de 4,057 por cento, uma taxa superior aos últimos dois leilões com maturidades semelhantes, tendo os 550 milhões colocadas na linha que vence em setembro deste ano uma taxa de juro igual ao último leilão semelhante, 2,984 milhões de euros.

Antes deste leilão, o IGCP foi ao mercado para proceder à recompra das linhas de OT que vencem este ano, tendo amortizado apenas 110 milhões de euros, quando na última operação deste género realizada para as mesmas linhas em fevereiro retirou do mercado 215 milhões de euros.

De acordo com o IGCP, o Estado português precisa de financiar cerca de 20 mil milhões de euros em 2011, recorrendo essencialmente a Obrigações do Tesouro.

O financiamento líquido do Estado concentra-se na emissão de Obrigações do Tesouro (dívida a médio e longo prazo), cuja emissão bruta deste tipo de títulos se situa entre 18 e 20 mil milhões de euros.

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