Estado prevê emitir até 7.000 milhões de euros em dívida de curto prazo até final de Junho

O Estado prevê emitir entre quatro e sete mil milhões de euros em dívida de curto prazo durante o segundo trimestre do ano, indicou o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

De acordo com as linhas de atuação para o segundo trimestre, está prevista a realização de leilões em seis dias, dois por cada mês, só para a colocação de dívida através de Bilhetes do Tesouro.

O primeiro leilão, já anunciado hoje, será realizado na próxima quarta-feira, e prevê colocar entre 750 e mil milhões de euros em dívida de curto prazo.

Para além desta dívida de curto prazo, o IGCP informa ainda que a emissão de Obrigações do Tesouro (médio/longo prazo) durante este segundo trimestre “ficará sujeita às condições de mercado, podendo tomar a forma de leilões regulares ou de leilões extraordinários”.

O instituto que gere a dívida pública portuguesa indica ainda que “continuará a explorar oportunidades no âmbito de instrumentos de financiamento alternativos em vigor” e que “acompanhará ativamente a evolução das condições de mercado, podendo introduzir ajustamentos às presentes linhas de atuação”.

Hoje, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário para deter títulos de dívida soberana a três anos ultrapassaram a barreira dos 9 por cento e estão a subir em todos os prazos.

A ‘yield’ (remuneração exigida pelos investidores) para deter os títulos com maturidade a três anos ultrapassaram hoje, pela primeira vez, a barreira dos nove por cento, e já negoceiam nos 9,021 por cento.

Também nos outros prazos continuam a subir, com destaque para a taxa exigida para comprar títulos a cinco anos, que já negoceia nos 9,268 por cento, a de dois anos, que atingem os 8,395 por cento e estão acima da dos dez anos, que por sua vez negoceiam nos 8,241 por cento.

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