Centenas de sudaneses homenageiam o “mártir” Bin Laden
Cerca de 1.000 sudaneses reuniram-se hoje numa praça em Cartum, onde Osama Bin Laden viveu alguns anos na década de 1990, para elogiar o “mártir” chefe da Al-Qaeda e invetivar os Estados Unidos.
“Morte à América!” e “O exército de Mohammed voltará!” foram algumas das palavras de ordem ecoadas na praça Midan al-Moulid, perto do centro da capital sudanesa.
Durante as duas horas da manifestação, e na presença de importantes dignitários religiosos, foram ditas orações e pronunciados discursos em honra de Bin Laden, morto na noite de domingo para segunda-feira no Paquistão por um comando de forças especiais norte-americanas.
“Esperamos que os chefes dos países islâmicos imitem Bin Laden e não como fazem agora, ao rejeitar os rebeldes e combatentes, e sem os mobilizar para libertar Jerusalém”, declarou Abu Zaid Mohammed Hamza, líder do grupo islamista local Ansar al-Sunna.
Na década que se seguiu à tomada do poder pelo atual Presidente Omar el-Bechir, no poder desde 1989, o Sudão tornou-se num local de refúgio para conhecidos militantes islamistas, incluindo Bin Laden, que viveu em Cartum entre 1991 e 1996.
Nesse ano, e após o país ser acusado pelos EUA de apoiar o terrorismo e incluído na sua “lista negra”, Bin Laden foi forçado pelas autoridades locais a abandonar o Sudão.
Cartum assegura hoje que deixou de apoiar os grupos terroristas, e na sequência do referendo de autodeterminação do sul do Sudão em janeiro, Washington admite retirar o Sudão da sua “lista negra”.




