Itália vai fornecer armas aos rebeldes da Líbia

A Itália vai fornecer “muito em breve” armas aos rebeldes líbios para ajudá-los a defender-se das forças fiéis ao Presidente, Muammar Kadhafi, que lhes infligiram hoje pesadas baixas no oeste do país.

“(Os italianos) vão fornecer-nos armas e nós vamos recebê-las muito  em breve”, declarou à imprensa Abdel Hafiz Ghoga, o vice-presidente do Conselho  Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes.

Em Roma, fontes do ministério dos Negócios Estrangeiros precisaram que  a Itália vai fornecer “material de auto-defesa” aos rebeldes, no quadro  da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

A Itália não fornecerá armas de assalto, acrescentaram as fontes, sem  mais pormenores.

Os rebeldes reclamam regularmente armas para enfrentar as forças governamentais,  que combatem desde meados de fevereiro.

Tal como a França e o Reino Unido, a Itália já enviou alguns conselheiros  militares para Benghazi (leste), sede do CNT, para ajudar os rebeldes a  organizar-se. Segundo Gogha, o número de combatentes rebeldes a lutar em  todo o país não ultrapassa neste momento as 3.000 pessoas.

O vice-presidente do CNT indicou também que os ataques dos pró-Kadhafi  estão a intensificar-se, um sinal, segundo ele, de que a pressão internacional  está a dar os seus frutos: “Parece que quanto mais desesperado está Kadhafi,  mais descarrega no seu povo”, observou.

Os rebeldes perderam pelo menos nove dos seus combatentes hoje em violentos  confrontos perto de Zenten, nas montanhas berbere a sudoeste de Tripoli  e mais cerca de 50 pessoas ficaram feridas, várias com gravidade, segundo  fontes médicas citadas pela agência AFP no local.

O conflito na Líbia já fez milhares de mortos, segundo o procurador  do Tribunal Penal Internacional, Luís Moreno-Ocampo

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