«Sócrates ou mente ao FMI ou a Portugal»

O PSD endureceu o discurso contra José Sócrates, a propósito da polémica em torno da Taxa Social Única (TSU). António Nogueira Leite lembrou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que a redução da TSU é uma das medidas obrigatórias da toika para Portugal e como tal exige que Sócrates esclareça «a quem é que está a mentir» ao não admitir a redução em mais de um por cento.

Por seu lado o PSD já garantiu, pela voz de Passos Coelho, que vai proceder a uma «reclassificação dos produtos e serviços» da taxa intermédia do IVA para cobrir o dinheiro em falta, garantindo, ao contrário do que disse Catroga, que não vai acabar com a taxa intermédia do IVA.

António Nogueira Leite referiu que segundo o acordo assinado pelo Governo para a ajuda externa a Portugal «em outubro deste ano tem de estar incluída na proposta de Orçamento a recalibração do sistema financeiro por forma a baixar os custos sobre o trabalho».

O conselheiro nacional do PSD assinalou ainda que o líder da equipa do FMI que negociou a ajuda externa a Portugal, Poul Thomsen, disse no dia 6 de maio que «o Governo português se comprometeu a considerar seriamente, está a tratar de montar aquilo que na expetativa do Fundo Monetário é uma baixa da contribuição sobre o trabalho de entre 8 e 12 pontos».

«Das duas uma: ou o primeiro-ministro está a enganar os portugueses, ou o primeiro-ministro enganou quem nos está a emprestar o dinheiro. E, portanto, o que o engenheiro Sócrates vai ter de explicar é a quem é que mentiu», defendeu Nogueira Leite.

O PSD distribuiu aos jornalistas a entrevista publicada no site do FMI em que Poul Thomsen faz questão de assinalar que «o Governo está agora a considerar» reduzir as contribuições das empresas para a Segurança Social «na ordem de três, quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB)».

Nas contas dos sociais-democratas transmitidas aos jornalistas, está em causa um montante de 7 mil milhões de euros, o que «corresponde a uma baixa de 8 a 13 pontos da TSU».

O conselheiro económico do presidente do PSD considerou que, «em vez de atacar» aquilo que os sociais-democratas propõem, «o engenheiro Sócrates tem a obrigação de explicar como é que vai fazer aquilo com que se comprometeu com Portugal».

«Nós estamos, infelizmente, habituados, às falsas promessas e à mentira», mas «não se pode mentir ao exterior em nome de Portugal e, por isso, instamos o PS a explicar como é que vai fazer aquilo a que se comprometeu», reforçou.

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