Agentes da PSP indiciados por associação criminosa, tráfico de armas e de droga e corrupção

Uma nota informativa da Procuradoria Geral Distrital de Lisboa (PGDL) adianta que os quatro arguidos pertencentes aos quadros da PSP foram ainda indiciados pelos crimes de corrupção para ato ilícito, crimes continuados  de extorsão e de coação, denegação de justiça, exercício ilícito da atividade  de segurança privada e violação qualificada do dever de sigilo.

Três dos membros da PSP foram detidos fora de flagrante delito no cumprimento  dos respetivos mandados de detenção, enquanto o outro agente e um cidadão  civil foram detidos em flagrante delito

Levados a primeiro interrogatório judicial, todos os arguidos foram  submetidos a “fortes medidas de coação”, uma vez que o juiz de instrução  criminal considerou a existência de fortes indícios de todos os factos que  o Ministério Público (MP) imputou aos arguidos, refere a PGDL.

A dois destes arguidos – precisa a PGDL – foi aplicada a prisão preventiva  e aos outros dois, proibição de contacto, por qualquer meio, com os demais  arguidos e testemunhas, proibição de entrar nas Esquadras da Divisão da  PSP de Cascais, caução e suspensão do exercício da atividade policial.

A PGDL menciona ainda que o arguido não pertencente à PSP foi indiciado  por um crime de extorsão e outro de detenção de arma proibida, sendo-lhe  aplicado como medidas de coação a proibição de contacto, por qualquer meio,  com os demais arguidos e testemunhas, obrigação de apresentação periódica  às autoridades e suspensão do exercício da atividade de segurança privada.

Além destes foram, ainda, constituídos mais seis arguidos, entre eles  três elementos da PSP, conclui a PGDL.

No Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa (Unidade  Especial Contra o Crime Especialmente Violento) está em curso um inquérito  em que são investigadas diversas pessoas, umas funcionalmente ligadas à  PSP e outras sem esta condição.

O inquérito iniciou-se em finais de março de 2010, tendo-se já reunida  diversa prova, o que permitiu a realização, na passada sexta-feira, de uma  operação na qual foram cumpridos três mandados de detenção, onze mandados  de busca domiciliária emitidos por um juiz de instrução criminal e vinte  e dois mandados de busca não domiciliários emitidos por um magistrado do  Ministério Público, segundo balanço da PGDL.

Em resultado desta operação foram apreendidas diversas armas de fogo  e suas munições, outras armas, bem como diversos objetos, documentos e dinheiro.

A investigação – diz a PGDL – vai prosseguir para apurar “toda a verdade”.

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