Strauss-Kahn no tribunal de Nova Iorque, relatórios revelam mais detalhes sobre alegada agressão
O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) já está no tribunal de Nova Iorque onde será interrogado pela juiza Melissa Jackson na sequência da acusação de agressão sexual e de tentativa de violação. Dois relatórios, um das autoridades policiais americanas e outro das autoridades consulares francesas em Nova Iorque, revelam mais detalhes sobre a alegada agressão de que é acusado Dominique Strauss-Kahn.
O diretor-geral do FMI e candidato socialista favorito nas sondagens para as presidenciais francesas de 2012, foi acusado formalmente de agressão sexual e de tentativa de violação. Strauss-Kahn, de 62 anos, foi detido no sábado, no aeroporto JFK de Nova Iorque, quando já estava dentro de um avião com destino a Paris.
Segundo um relatório do Departamento de Polícia de Nova Iorque (NYPD), divulgado em França pelo site de informação Atlantico, o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) terá molestado uma empregada do hotel, agredindo-a no quarto e tentando sequestrá-la.
Os relatórios “são implacáveis para DSK”, nota o Atlantico, empregando a designação habitual para Strauss-Kahn em França.
“Quando a empregada entrou no quarto, Dominique Strauss-Kahn, homem branco de 62 anos, saiu nu da casa de banho, forçou a mulher em cima da cama e inseriu-lhe o pénis na boca. O homem pagou em seguida a sua conta de hotel e apanhou um avião no (aeroporto de) JFK, onde a Polícia da Autoridade Aeroportuária o extraiu do aparelho”, escreve o NYPD.
O relatório indica que o presumível agressor “é presidente (sic) do FMI e ia candidatar-se a ‘primeiro-ministro’ (sic) em França”.
A NYPD indica também que “o acusado não tem estatuto diplomático e esteve implicado em escândalos sexuais anteriormente”.
Quanto ao relatório das autoridades consulares francesas em Nova Iorque, o Atlantico refere que as autoridades que investigam o caso indicaram que “foram encontrados arranhões no torso de Strauss-Kahn”.
O oficial de ligação do NYPD com a equipa consular francesa indicou que foi usado na investigação um “kit de violação” que permite procurar traços do crime sobre a vítima (unhas, corpo, vestuário, etc.) e na cena do crime.
“Foram descobertos vestígios de ADN (aparentemente de esperma) e as provas estão em curso de avaliação e comparação”, indica também a mesma fonte citada pelo site francês.
A vítima da alegada agressão é identificada apenas como “uma mulher de 33 anos, de raça negra”.




