FMI aprova empréstimo a Portugal
O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou hoje em Washington a participação da instituição financeira no resgate internacional a Portugal, com um empréstimo de 26 mil milhões de euros. Entretanto, de acordo com o chefe da missão do Fundo para Portugal, Poul Thomsen, vai começar antes das eleições legislativas de 5 de Junho.
Do crédito total, 6,1 mil milhões de euros serão disponibilizados “imediatamente”, e 12,6 mil milhões de euros até final de 2011, adianta comunicado divulgado pelo FMI após a reunião de hoje.
“O FMI, juntamente com os nossos parceiros europeus, está empenhado em apoiar este esforço nacional. A ação de hoje pelo FMI para apoiar Portugal contribui para o amplo esforço internacional em curso para ajudar a trazer estabilidade à zona euro e assegurar a retoma da economia global”, afirmou o diretor interino do FMI, John Lipsky.
Trabalho do FMI antes das eleições
O trabalho técnico do FMI no apoio ao programa económico português vai começar antes das eleições, com o envio de uma missão técnica “nas próximas semanas”, disse o chefe da missão do Fundo para Portugal.
Poul Thomsen identificou a falta de concorrência, além da inflexibilidade laboral, como principais problemas da economia portuguesa.
O responsável do FMI falava numa conferência de imprensa telefónica após a aprovação da participação da instituição financeira no resgate internacional a Portugal, com um empréstimo de 26 mil milhões de euros.
“Falta de concorrência”
Thomsen sublinhou a importância das medidas contidas no programa das autoridades portuguesas, apoiado por financiamento internacional, para reforçar a concorrência, “em particular nos setores (de bens) não transacionáveis”.
“É reconhecido pela maioria, o problema de Portugal é realmente falta de concorrência, além de um mercado laboral inflexível”, disse o economista dinamarquês.
Thomsen apontou ainda como uma questão a resolver no âmbito da concorrência a “relação próxima entre governo e algumas das grandes entidades no setor (de bens) não transacionáveis”, e a necessidade de reformas ao nível da regulação. Quanto às reformas no mercado laboral, destinam-se a “essencialmente permitir maior entrada” aos que estão no desemprego, para que possam “competir por empregos”.
“É essencialmente uma questão de justiça”, disse o chefe da missão do FMI.
Do crédito total de 26 mil milhões de euros, a disponibilizar ao longo de três anos, 6,1 mil milhões de euros serão entregues “imediatamente”, e 12,6 mil milhões de euros até final de 2011, adianta comunicado divulgado pelo FMI após a reunião de hoje.
Na semana passada, os ministros das Finanças da União Europeia aprovaram a ativação do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira na ajuda a Portugal, contribuindo com dois terços dos 78 mil milhões de euros que o país vai receber.




