Partidos arrancam hoje oficialmente para 13 dias de campanha eleitoral

A campanha eleitoral para as legislativas antecipadas  de 5 de Junho arranca, hoje, oficialmente e prolonga-se por 13 dias, apesar  dos líderes dos principais partidos já andarem na estrada há várias semanas. No total, 17 forças políticas apresentaram listas, mas apenas 9 partidos e uma coligação concorrem a todos os círculos eleitorais.

Os portugueses vão assim eleger os 230 deputados que compõem a Assembleia  da República, 47 eleitos pelo círculo de Lisboa e 39 pelo círculo do Porto.  Coimbra elege menos um lugar, ganhando Faro mais um mandato.

Em relação a 2009, as cinco principais forças políticas mantêm os seus  líderes, à exceção do PSD: Pedro Passos Coelho sucedeu entretanto a Manuela  Ferreira Leite na presidência dos sociais-democratas. Assim, José Sócrates  (PS) é novamente candidato a primeiro-ministro, tal como Paulo Portas (CDS-PP),  Francisco Louçã (BE) e Jerónimo de Sousa (CDU).

Além dos cinco partidos com representação parlamentar, concorrem ao  sufrágio:

PCTP-MRPP

Movimento Esperança Portugal (MEP)

Movimento Partido  da Terra (MPT)

Partido Popular Monárquico (PPM)

Partido Nacional Renovador  (PNR)

Partido Pelos Animais e Pela Natureza (PAN)

Partido Trabalhista  Português (PTP)

Portugal Pró-Vida (PPV)

Partido Democrático do Atlântico  (PDA)

Partido Nova Democracia (PND)

Partido Humanista (PH)

Partido  Operário da Unidade Socialista (POUS).

Segundo os dados fornecidos em abril pela Direção Geral da Administração  Interna à Comissão Nacional de Eleições para a elaboração do mapa de deputados  a eleger, o número de eleitores é 9.621.076.

No entanto, os cadernos eleitorais só ficaram fechados no sábado, já  que tanto os partidos como os eleitores tinham até essa data para apresentar  reclamações.

Em 2009, o PS venceu as eleições legislativas com 36,59 por cento dos  votos, alcançando 97 mandatos, perdendo, no entanto, a maioria absoluta  conseguida quatro anos antes.

O PSD obteve 29,11% dos votos (81 deputados), o CDS-PP 10,43% (21), o Bloco de Esquerda 9,81% (16) e a CDU 7,86% (15).

A abstenção ficou em 40,32% e estavam inscritos 9.519.921 eleitores.

O PS ganhou sete das 13 anteriores eleições legislativas, enquanto o  PSD venceu as outras seis votações nacionais, embora coligado em duas delas,  alternando-se ambos como maior força política portuguesa desde 1975.

As eleições legislativas antecipadas realizam-se a 05 de junho na sequência  do pedido de demissão do primeiro-ministro, que considerou que não tinha  condições para continuar a governar após o chumbo do PEC IV no Parlamento  por toda a oposição.

Segundo a Constituição da República Portuguesa, “o primeiro-ministro  é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados  na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais”.

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