Luís Duque pode sair do Sporting por “sobreposição” de funções com Couceiro

Um dos motivos que levou o vice-presidente  e administrador da SAD do Sporting, Luis Duque, a ameaçar demitir-se é sobreposição  de funções com as do diretor-geral, José Couceiro, disse à agência Lusa  fonte do clube. O regresso de Luís Duque a par de Carlos Freitas, diretor do futebol,  refez uma dupla que teve um papel fundamental no título de campeão conquistado  pelo Sporting em 1999/2000 e que foi apresentada com um dos trunfos da campanha  de Godinho Lopes, eleito a 26 de Março.

“José Couceiro tem funções muito abrangentes enquanto diretor geral,  claramente definidas no contrato com o Sporting, que se sobrepõem e colidem  com as de Luís Duque”, revelou a mesma fonte, para quem “não é possível  a coabitação de ambos na estrutura do futebol profissional”.

Segundo a mesma fonte, Luís Duque, que iniciou funções há menos de dois  meses para gerir o futebol profissional, pretende que Couceiro seja desviado  para a formação, mas este não vê a mudança com bons olhos, uma vez que foi  contratado para exercer funções na estrutura profissional.

De resto, a ideia do ex-presidente José Eduardo Bettencourt ao contratar  José Couceiro era a de que este integrasse o conselho de administração da  SAD, o que só não se verificou porque uma decisão anterior da Assembleia  Geral tinha determinado que o número de administradores passasse de cinco  para quatro elementos.

Só por essa razão José Couceiro não integrou o conselho de administração  então composto por Bettencourt, Nobre Guedes, Lino de Castro e Francisco  Louro, tendo sido empossado no cargo de diretor geral com funções alargadas.

Além de querer Couceiro fora da estrutura do futebol profissional, Luís  Duque também pretende, segundo a mesma fonte, afastar o responsável pela  Academia, Pedro Mil Homens, e o seu número dois, Jean Paul, ambos funcionários  do clube.

Estas são algumas das situações que desagradam ao atual homem forte  do futebol e que o levaram a ‘esticar a corda’ até à próxima segunda-feira,  no sentido de pressionar o presidente do clube, Godinho Lopes.

Luís Duque tem um trunfo na manga: foi ele quem estabeleceu o acordo  de palavra com o treinador Domingos Paciência, que vai deixar o Sporting  de Braga e ainda não assinou contrato com o Sporting.

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