FC Porto procura o 16º troféu e Vit. de Guimarães o 1º na Taça de Portugal
FC Porto e Vitória de Guimarães disputam, hoje, a final da Taça de Portugal de futebol, no Estádio Nacional, onde os “dragões” procuraram conquistar o troféu pela 16. vez, algo que os minhotos nunca conseguiram. O encontro que encerra a temporada 2010/11, está agendado para as 17h00, e será arbitrado por João Ferreira, de Setúbal.
Depois da Supertaça, do campeonato e da Liga Europa, o FC Porto de André Villas-Boas procura o quarto título da temporada e, em caso de vitória, alcança também a sétima “dobradinha” do seu historial.
Por seu lado, o Vitória de Guimarães vai disputar a sua quinta final da Taça de Portugal e espera sair do Estádio Nacional pela primeira vez com o troféu.
O treinador do FC Porto alertou, ontem, para as dificuldades que a sua equipa vai encontrar frente ao Vitória de Guimarães, rejeitando, de novo, qualquer favoritismo. Fiel ao seu discurso, André Villas-Boas disse confiar na competência dos “dragões” face à “extrema motivação que os jogadores do Vitória de Guimarães apresentarão”.
“Não atribuo a isso grande importância, até pelo exemplo de Dublin, em que todos diziam que éramos nós os favoritos e foi um jogo equilibrado, com quase as mesmas oportunidades de golo para ambas as equipas, que felizmente ganhámos”, frisou o técnico, em conferência de imprensa.
Villas-Boas reconheceu que o Vitória de Guimarães “não quererá desperdiçar a oportunidade de conquistar um troféu que perdeu para o FC Porto”, na final de 1987/88 por 1-0, e garantiu a motivação do plantel, na fase final de uma época histórica.
“Não podemos pensar assim, pois cairemos por terra. Não podemos entrar em campo a pensar que foi uma época grandiosa e, por isso, darmo-nos por satisfeitos”, advertiu, apontando como inspiração o jogo da segunda mão da meia-final da Taça, em que o FC Porto venceu o Benfica por 3-1, no Estádio da Luz, em Lisboa.
O FC Porto apenas realizou um treino para preparar a final com o Vitória de Guimarães, que estagiou durante a semana em Quiaios, sem que isso preocupe Villas-Boas.
Manuel Machado quer fazer história
O treinador do Vitória de Guimarães, Manuel Machado, quer levar o clube vimaranense a fazer história numa competição que nunca venceu. “O objetivo é ganhar e deixar vincado este momento na história do Vitória de Guimarães”, disse, na sexta-feira, aos jornalistas, em conferência de imprensa antes do último treino em Quiaios.
Questionado sobre o que o Guimarães terá de fazer de diferente do Sporting de Braga — que perdeu a final da Liga Europa frente ao FC Porto — para levar de vencida os “dragões”, o técnico respondeu: “Vencer”.
“O que o Braga não fez foi conseguir vencer, fazer diferente é vencer, porque este jogo não tem empate, mas será fácil vencer o vencedor”, assumiu, aludindo ao título nacional e à Liga Europa conquistados pelo FC Porto.
Manuel Machado disse ter “um enorme respeito” pela qualidade do adversário, mas, em termos de ambição vimaranense, garantiu: “Se não for maior, é pelo menos igual a esse respeito, para acreditarmos que é possível vencer o tal vencedor”.
Autarca lamenta falta de remodelação do Estádio Nacional
O presidente da Câmara de Oeiras (CMO) lamentou, ontem, que o Estádio Nacional, palco da final da Taça de Portugal de futebol, não tenha sido melhorado para o Euro2004, entre “tantos estádios” construídos ou remodelados para acolher a competição.
“Talvez nos deva servir de lição. De tantos estádios que fizemos, o que é estranho é o Estádio Nacional não ter sido melhorado aquando do Euro2004”, observou Isaltino Morais, antes de um jantar promovido pela CMO, com representantes do FC Porto e do Vitória de Guimarães, equipas que disputam no domingo o jogo decisivo da Taça de Portugal.
Isaltino Morais espera que a “pressão dos clubes”, no sentido de realizar a final da prova noutro recinto, crie “condições para que aquilo que é necessário fazer no estádio nacional, no sentido de o dotar de funcionalidade e conforto que qualquer estádio moderno tem”.
O presidente do Vitória de Guimarães, Emílio Macedo, admitiu que o Estádio Nacional “poderia receber algumas obras de beneficiação em termos de infraestruturas”, mas defendeu que “é o palco ideal para jogar as finais (da Taça de Portugal) e até mesmo a seleção nacional”.
“Acho muito bem que o jogo seja feito no estádio do Jamor. É a quinta vez que vamos estar numa final e se ganharmos será um feito histórico. Depois de 23 anos em relação à última final em que estivemos, é um jogo muito importante, talvez o jogo mais importante da época”, observou Emílio Macedo.
Para Angelino Ferreira, administrador da SAD do FC Porto, que representou o clube portuense na ausência do presidente Pinto da Costa, “se houvesse bom senso certamente que seria fácil encontrar o local ideal para a final da Taça”, pois o Estádio Nacional “não reúne as condições” para receber o encontro.




