Portas arranca campanha com “mata-bicho” e defende aposta na agricultura
Paulo Portas arrancou hoje a campanha para as eleições legislativas com um “mata-bicho” à moda do campo, um pequeno-almoço com carne assada, presunto, sonhos, pataniscas e outras iguarias, tudo regado com uma tigela de vinho.
“Chama-se mata-bicho porque serve para matar o rato que nos rói o estômago, quando está vazio. É assim que se faz nos trabalhos agrícolas, e com isto queremos ilustrar a grande preocupação do CDS com o mundo rural”, explicou Daniel Campelo, antigo autarca de Ponte de Lima.
Em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), o líder do CDS-PP “matou o bicho” logo pela manhã, com carne assada e vinho verde. “É para começar a campanha cheio de energia”, atirou.
O candidato distribuiu beijinhos e abraços, dançou o vira, tocou pandeireta e teve ainda tempo de, ele mesmo, tirar uma fotografia a uma mulher do grupo folclórico contratado para animar a jornada que estava a espaldar o linho. “Esta foto vai direitinha para o meu ‘Facetou'”, garantiu o candidato.
Portas aproveitou ainda para comprar compotas e surge então uma pergunta, provocatória, de um popular, quando tirou do bolso uma nota de cinco euros para pagar: “não precisa de pedir dinheiro emprestado, como o outro?”.
Numa manhã de campanha que dedicou à agricultura e à defesa do mundo rural, Portas não se furtou a pegar numa sachola e plantar um teixo. Oportunidade para defender que Portugal precisa de uma aposta “forte, coerente e determinada” na agricultura, para reduzir o défice alimentar e ajudar o país a sair “do atoleiro financeiro”. “É incompreensível como importamos certo tipo de produtos para a nossa alimentação que podíamos produzir cá. Com uma política agrícola forte, coerente e determinada, é possível ultrapassar essa situação. É esse o compromisso que fazemos”, referiu.
Os autarcas das freguesias integradas no PNPG queixaram-se das “restrições e mais restrições” impostas pelo plano de ordenamento, alertando que, “a continuar por este caminho, o Parque vai ficar sem gente”.
Portas reconheceu que “há muito regulamento, muita burocracia”, defendendo “pragmatismo” e ouviu ainda um desabafo inesperado da boca do presidente da Junta do Soajo, eleito pelo PSD.
“Depois destas eleições, se vocês forem Governo, façam o que puderem para que a população do Parque seja respeitada”, apelou.




