Passos Coelho aplaudido ao defender trabalho cívico para quem recebe Rendimento Social de Inserção e pode trabalhar

O presidente do PSD introduziu  hoje na sua campanha para as legislativas o tema do Rendimento Social de  Inserção (RSI), defendendo que quem recebe essa prestação e pode trabalhar  deve fazer trabalho cívico.

Pedro Passos Coelho, que discursava na Quinta do Santoinho, em Darque,  no concelho de Viana do Castelo, recebeu palmas quando defendeu esta posição,  que consta do programa eleitoral do PSD.

O presidente do PSD contou que hoje de manhã conversou com um jovem  que servia às mesas num restaurante e se queixou de não ter direito a um  estágio remunerado no final do curso por ter sido trabalhador-estudante,  “ganhando a vida para poder estudar”.

Por sua vez, “aqueles que recebem RSI e que trabalham não passando recibos,  esses são premiados pelo Estado”, acrescentou Passos Coelho. “É disto que falo quando falo de haver justiça. O RSI é necessário,  mas é necessário para quem precisa. E aqueles que o recebem e que não são  idosos, e que não são deficientes, e que podem trabalhar, que ajudem as  instituições de solidariedade social com trabalho cívico e de voluntariado  para ajudar os que precisam ainda mais”, concluiu, recebendo mais aplausos.

Passos Coelho respondeu antecipadamente a quem possa temer medidas como  esta: “Eu sei que há gente em Portugal que pensa que estas ideias podem  ser perigosas. Mas deixem-me dizer: o que é perigoso em Portugal é este  pântano em que aqueles que não merecem são premiados e aqueles que se esforçam  lutam muito para pagar impostos”.

Por outro lado, no seu discurso, o presidente do PSD elogiou a ex-bastonária  da Ordem dos Advogados Maria de Jesus Serra Lopes, que também discursou  na Quinta do Santoinho, pela “dedicação absoluta” com que ocupou esse cargo,  sublinhando que o fez “sem nenhuma retribuição”.

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