Na Li vence Roland Garros e faz história para a China e para a Ásia
Na Li colocou pela primeira vez o continente asiático na galeria dos campeões de um “Grand Slam”, ao tornar-se a primeira chinesa a conquistar um do quatro “majors”, em Roland Garros.
Profissional desde 1999, e aos 29 anos, Na Li conquistou o troféu mais “pesado” da carreira, e logo na superfície que menos gosta, a terra batida, barrando a italiana Francesca Schiavone na tentativa de revalidar o título de 2010.
Um triunfo em dois “sets”, por 6-4 e 7-6 (7-0), ao cabo de 1:48 horas, permitiu à chinesa ganhar um “Grand Slam” à segunda tentativa, depois de ter perdido a final deste ano do Open da Austrália, a primeira das quatro maiores provas da temporada.
“Estava nervosa, um bocado a tremer, mas não o quis mostrar à minha adversária”, disse Na Li, que acusou um pouco a pressão na parte final do segundo parcial, mas consegui-o levar para o “tie break”, no qual “arrasou” (7-0).
Vice-campeã do Estoril Open, em 2005 e 2006, Na Li conquistou o quinto título da carreira, o segundo do ano, depois de Sidney, e tornar-se-á segunda-feira na primeira chinesa a integrar o restrito grupo das cinco melhores jogadoras do “ranking” (subirá ao quarto posto).
Eliminada na terceira ronda da edição de 2010, pela mesma Schiavone, Na Li também desempatou os frente a frente com a italiana, somando a terceira vitória em cinco confrontos.
A anterior também tinha sido alcançada num “Grand Slam”, nos oitavos de final da edição de 2009 do Open dos estados Unidos.
Por seu lado, Shiavone falhou a revalidação do título: “Não consegui ser suficientemente forte da linha final. Ela mereceu ganhar. Alguém tem de ganhar e alguém tem de perder. Ela merece tudo”.
Esta final fica também para a história como a segunda final mais “veterana” dos “Grand Slam”, depois da disputada em 1998, em Wimbledon, entre a checa Jana Novotna (29) e a francesa Nathalie Tauziat (30).
Novotna é a terceira jogadora mais velha a ganhar um “Grand Slam”, atrás de Schiavone, enquanto Na Li passa a ser a quinta, numa lista que continua a ser encabeçada pela britânica Ann Jones, campeã de Wimbledon, em 1969, com 30 anos.




