Novo governo vai actuar dentro de «colete de forças»
Alberto João Jardim considera que, para isso, é precisa «criatividade» e «imaginação».
O presidente do executivo madeirense afirmou este domingo que será necessário «criatividade e imaginação» por parte dos responsáveis dos governos da República e regionais e das autarquias para minimizarem os efeitos do «colete de forças» imposto pelo acordo da ajuda externa.
Alberto João Jardim, eleitor número 805, falava aos jornalistas depois de ter exercido o seu direito de voto na secção G da freguesia de Santa Luzia, que funcionou na escola secundária Francisco Franco, no Funchal.
¿O desafio tanto do Governo da República, como dos governos regionais e das próprias autarquias é, dentro deste colete de forças, saber que criatividade e imaginação vamos ter para minorar os efeitos do que vai suceder», disse o também dirigente do PSD e cabeça de lista do partido pelo círculo eleitoral da Madeira nas eleições deste domingo.
Para Jardim, vai «depender da criatividade de cada um e de haver uma revisão constitucional porque sem essa revisão constitucional o país vai ao fundo». Acrescentou ainda ser necessário «os encrencas habituais deste país serem encostados à parede».
Com o acordo de ajuda financeira a Portugal estabelecido com a troika composta pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a União Europeia, «todo o país vai ficar limitado», incluindo as autonomias regionais, sublinhou.
Contudo, acrescentou, o próximo Governo da República não deve ficar condicionado apenas a esse memorando de entendimento e deve governar, porque «se for só para realizar o programa da troika pede-se meia dúzia de funcionários com competência reconhecida e põem-se a executar, não é preciso o Governo».
Sobre as suas perspectivas para o acto eleitoral que está a decorrer, Jardim sublinhou esperar que «a votação decorra com a maior normalidade e que as entidades que têm de garantir essa normalidade não sejam agentes de anormalidade», numa referência à responsabilidade e actuação da Comissão Nacional de Eleições.
Instado ainda a comentar a aparente maior afluência dos eleitores na Madeira às urnas nestas legislativas, opinou ser «um bom sinal de civismo por parte das pessoas e de responsabilidade». E recordou que «ainda ontem [sábado] o Presidente da República dizia na comunicação ao país que isto não é momento de ficar em casa e de se abster, é momento de os portugueses assumirem as suas responsabilidades e aqueles que não assumem as responsabilidades depois não têm o direito de andarem a reclamar».
Sobre a questão de um cenário de resultados, declarou: «Não posso falar de futuro Governo porque estamos num período eleitoral».




