Sócrates assume derrota e abandona liderança do PS

José Sócrates assumiu esta noite a derrota nas eleições e anunciou que se vai afastar da liderança do PS e de qualquer cargo político. O secretário-geral socialista desejou também ao vencedor Pedro Passos Coelho “o melhor” e “que as coisas lhe corram bem”.

O secretário-geral do PS falava em conferência de imprensa, depois  de referir que já felicitou o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, pela  sua vitória nas eleições legislativas.

Sócrates assumiu a responsabilidade pela derrota e disse que é chegado  o momento de abrir um novo ciclo no PS.

Nesse sentido, referiu que pediu ao presidente do PS, Almeida Santos,  para que convoque com urgência a Comissão Nacional dos socialistas, de forma  a que seja marcado um congresso extraordinário, tendo em vista eleger uma  nova direção.

“Regresso à condição de militante de base. Deixarei a primeira linha  da atividade política e não pretendo ocupar qualquer cargo político”, frisou.

Na sua declaração, antes de anunciar a sua demissão José Sócrates felicitou o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho,  pela sua vitória nas eleições legislativas.

“Já tive a ocasião de felicitar por telefone o doutor Pedro Passos  Coelho e quero renovar essas felicitações aqui, de forma pública — e peço  a todos os socialistas que me acompanhem neste cumprimento democrático a  quem venceu estas eleições”, declarou.

A seguir, José Sócrates disse desejar ao futuro primeiro-ministro,  Pedro Passos Coelho, “o melhor, que as coisas lhe corram bem face à tarefa  que tem pela frente”.

“Desejo sinceramente o que desejaria para mim próprio e para qualquer  outro que os portugueses escolhessem neste tempo de dificuldades. Desejo  que encontre no fundo de si mesmo a sabedoria, a prudência e o sentido de  justiça para liderar este país”, afirmou.

Neste contexto, o líder socialista reiterou a sua convicção que o país  “precisa de sentido de responsabilidade e espírito de compromisso”.

“Nunca o país precisou tanto de diálogo e de compromisso e isso não  mudou com o resultado das eleições. Reafirmo portanto a disponibilidade  do PS para o diálogo e para os compromissos e entendimentos que, em coerência  com o seu projeto, sejam necessários para que o país possa atravessar esta  crise que atravessamos”, acrescentou.

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