Penedono: Feira Medieval 2011

Ente os dias 1 e 3 de Julho, Penedono acolhe aquele que cada vez mais se afirma como momento cultural e lúdico de grande interesse. Nessa altura, a vila transforma-se. As tabernas e albergarias enchem-se de visitantes. As ruas animam-se com os pregões das vendedeiras, o som das ferramentas de laboriosos artesãos e os sonoros anúncios dos arautos.

Ao cair da noite, e a fechar a festa, há grande entusiasmo com o já tradicional assalto ao castelo.

PROGRAMA – FEIRA MEDIEVAL DE PENEDONO

DIA 1 DE JULHO – Sexta?Feira

18h00 – Abertura da Feira com arruada pelo Burgo
Apresentação dos grupos participantes. E eis que chegou a hora de os cavaleiros e infanções mostrarem a sua galhardia em trovas de cortesia. As amadas donzelas ofertam lenços bordados aos seus paladinos. Brindar?se?á ao amor e à cavalaria e as libações escorrerão pelas goelas sequiosas dos convivas.
22h00 – Concerto Musical com os Galandum Galundaina
23h00 – Espectáculo de malabares de fogo

DIA 2 DE JULHO ? Sábado

11.00H – Arruada de música pelas ruas do burgo
Cortejo Régio pelas ruas do Burgo e Autos de abertura do Mercado na praça; visita do Meirinho e do Homem da Vara para aferição dos pesos e medidas às Tendas de Mercadores, Almocreves e Carroças de Bufarinheiros; o Arauto anuncia a Ordem do Alcaide de aprestar todos os homens válidos para a guerra a mando de El?Rei D. João I contra os esbulhamentos constantes de Castela; treinos de combate pela milícia de Homens na Praça de Armas; comeres da região e beberes da pipa nas tabernas do mercado; adestramento de falcões e águias; treinos com Arco para a Caça de Montaria; construção de máquinas de guerra pelos soldados e carpinteiros; o contador de histórias narra a saga do Castelo; as melodias e trovas dos Menestréis e Trovadores nas sacadas dos varandins; as bailias e as danças ao som da gaita?de?foles nos terreiros da praça; a boa chegada dos Romeiros e Peregrinos de Santiago de Compostela e seu agasalho;
14h00 – Desaguisados entre fidalgos brigões vassalos de D. João I e alguns cavaleiros francos vassalos de El?Rei de Castela, na taberna das Alcoviteiras e invocação do Juízo de Deus na Baforda de Armas; fiscalização das Tabernas e Vinhos pelo Almotacem; certificação dos Mesteirais e Mestres de Ofícios e Artes pelo Almoxarife; ronda pelo Mercado dos Beleguins e Aguazis; mudança de turno nas Atalaias do Castelo; o Arauto anuncia a todos a chegada de D. João I; adestramentos de Falcoaria para a caça altaneira e corridas de burros Saltimbancos e Menestréis; comeres fartos e beberes frescos nas tabernas da Feira;
20h00 – Banquete régio nos Paços do Concelho;
23h00 ? Assédio ao castelo por uma mesnada do Reino de Leão e Castela; cerco leonês com
engenhos de guerra e o socorro do jovem Magriço; os festejos da vitória com danças e
folguedos e o anúncio de restauro com novo alçado de torres; a festa sarracena com danças do
ventre e a arte do encantador de serpente.

DIA 3 DE JULHO ? Domingo

11h00 – Mercadores e artesãos iniciam as suas actividades de comércio Já o visitador fez as suas abluções, já rezou missa e já todos se benzeram em dia santo. Aproveitando a presença do ilustre prelado, o tabelião anuncia a sua erudição lendo a boa voz os termos e prazos da Comenda de Penedono. Um bando de mendigos e maltrapilhos consola?se ao sol, partilhando alarvemente um osso de presunto aparecido por artes do demo junto a uma barrica de vinho maduro. Há um cheiro de festa no ar. Sacudiram?se as palhas das enxergas, afastaram-se as teias de aranha, enxotaram-se as lêndeas para o terreiro e até água quase cristalina se vê a escorrer das cabeças acabadas de lavar. As atalaias já lançaram o alerta e todos acorrem às bermas do caminho para tocar e quiçá beijar as santas vestes do prelado. Por ocasião da chegada do visitador do Arcebispado de Lamego ao castelo de Penedono, saindo os monges beneditinos a receber sua Iminência junto à sombria frescura dos muros, o senhor de Penedono manda aparelhar todos os seus validos na praça de armas. Haverá, em singelo preito ao visitador, um torneio de armas na Praça de Armas. E como de alguns mais hábeis escudeiros se fará adubamento de cavalaria para serviço de defesa do raiano e ermo castelo, assim se aproveita a presença de tão ilustre clerezia para abençoar as lides castrenses, premiando?se a singular destreza no manejo das ditas e a boa cortesia no trato. E ao torneio acorrerão as gentes dos povoados em redor, refrescando as goelas nas tendas de vinhos e os ávidos olhares nas bancas dos mesteirais e nas recheadas carroças dos almocreves. Os homens bons do conto de besteiros acorrem a receber as alfaias para disputarem as pontarias no cibo. Virão também os Arqueiros do concelho fazendo-se acompanhar pelos Monteiros e suas matilhas. Após estas provas de habilidade com o Arco e a Bésta, serão apurados os melhores para o Torneio de Arco do dia seguinte. Por ora, os Falcoeiros da Alcaidaria mostrarão as habilidades das suas aves de caça.
Desejando agradar ao visitador, o senhor de Penedono manda que se façam alguns jogos populares entre os camponeses com o intuito de se escolherem os mais capazes para incorporar a comitiva de homens de armas do arcebispo de Évora.
Jogos de força, de destreza, de habilidade e de bravura põem à prova alguns homens desejosos de melhorar as suas condições de vida. E eis que chegou a hora de os cavaleiros e infanções mostrarem a sua perícia em justas de cortesia. As amadas donzelas ofertam lenços bordados aos seus paladinos. O único prémio será cortês e os pares não guardarão rancores. Por enquanto. Que outras horas de maior azedume hão?de romper na aurora.
Quanto aos escudeiros, os mais afortunados terão a honra de contar com o apadrinhamento e apoio dos seus senhores, procurando por todos os meios, exibir as suas afoitas qualidades e destreza no manejo das armas. Haverá bênção e adubamento de cavaleiros. E antes ainda de anoitecer, far?se?á festa ao som dos menestréis e jograis, bailando?se em redor com muita parcimónia. O vinho escorrerá dos odres para as escudelas e o povo lamberá os beiços sôfregos enquanto gargalha, alarve, com as momices dos bufões. Alça?se o senhor e retiram?se as damas para descanso na alcáçova, esvaziando?se o terreiro.
Juízos de malfeitores, desmandos heréticos e possessões malignas
21h00 – Autos de encerramento da Feira e lavagem dos cestos e almotolias

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