Primeiro-ministro diz que Governo foi além das medidas da “troika” para o país regressar mais cedo aos mercados

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu que o Governo foi além das medidas incluídas no acordo com a “troika”, mas salienta que isso é essencial para o regresso de Portugal mais cedo aos mercados internacionais.

De improviso, perante mais de 600 autarcas na sessão de encerramento do congresso da Associação Nacional de Municípios, em Coimbra (ANMP), Pedro  Passos Coelho, destacou que “todo o país entende como vital o bom desempenho  orçamental, sob pena de não termos novamente condições de crescimento na  sociedade portuguesa”.

Salientou ainda que, “independente daquilo que foi acordado com a UE  e o FMI, Portugal tem uma agenda de transformação económica e social que  é decisiva para pôr fim a modelos de endividamento insustentáveis”.

Nesse sentido, o Governo incluiu no seu programa não apenas as orientações que estavam incorporadas no memorando de entendimento “como várias outras  que, não estando lá, são essenciais para o sucesso desta transformação” do país.

“Se queremos ter condições de financiamento para a nossa economia e  regressar aos mercados mais cedo (…) teremos de ser absolutamente cumpridores  do que foi estabelecido no memorando de entendimento”, salientou.

O primeiro-ministro salientou que algumas das políticas que o Governo  quer pôr em prática precisam ainda de ser aprofundadas.

“Mas quero desde já assegurar que o Governo disporá da maior abertura  e do maior diálogo com a sociedade portuguesa para encontrar as melhores  respostas”, sublinhou.

A intenção é que é que se obtenha “um resultado acima de qualquer dúvida  que nos permita atingir os objectivos que ficaram colocados no memorando  de entendimento e que respeitam o compromisso também do novo Governo”, assegurou.

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