Medidas anunciadas são positivas mas podem ser insuficientes, diz Passos Coelho

O primeiro-ministro considerou hoje que as medidas anunciadas na sequência das reuniões do Eurogrupo e do Ecofin são positivas, mas podem ser insuficientes para resolver o que classificou de “riscos sistémicos” comuns a toda a União.

Pedro Passos Coelho defendeu que é preciso “uma resposta europeia que  seja robusta e rápida para um problema sistémico que atinge hoje toda a  União Europeia (UE)”.

O primeiro-ministro assumiu esta posição numa declaração aos jornalistas,  no final de um encontro de cerca de uma hora com o presidente do Conselho  Europeu, Herman Van Rompuy, na residência oficial de São Bento.

“Do nosso ponto de vista, as medidas que foram até à data anunciadas,  sendo extremamente positivas, podem não ser suficientes para corresponder  à urgência de encontrar uma resposta global no seio da UE que ponha termo  à volatilidade e à forte instabilidade que se tem vivido”, disse Passos  Coelho.

Passos Coelho manifestou, contudo, “muita satisfação” pelas notícias  saídas da reunião do Eurogrupo de segunda-feira e da reunião de ministros  das Finanças (Ecofin) realizada hoje.

“Uma maior flexibilidade dos mecanismos associados ao fundo de estabilização  financeira são notícias positivas, que poderão permitir uma melhor resolução  de algumas das situações de crise que conhecemos”, considerou.

Segundo o primeiro-ministro, “independentemente da situação de vulnerabilidade  que alguns países como Portugal apresentam no seio da UE, os riscos que  hoje toda a UE enfrenta são riscos sistémicos e necessitam de uma resposta  europeia que seja robusta e que seja coerente”.

Passos Coelho disse ter transmitido a Van Rompuy “toda a colaboração  do Governo português para que as medidas que no exercício da sua missão  ele considerar necessárias para obter essa resposta europeia possam ser  obtidas”.

No final deste encontro, o primeiro-ministro fez questão de reafirmar  o empenho de Portugal em “garantir a consolidação fiscal e todas as metas”  previstas no programa de ajustamento financeiro acordado com a UE e com  o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“O caminho que Portugal está a fazer não pode ser senão reforçado depois  dos últimos acontecimentos que tiveram lugar, quer a propósito da chamada  dívida grega, quer a propósito do que se tem passado em sequência da decisão  da agência de ‘rating’ Moody’s relativamente a Portugal”, acrescentou.

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