Proposta do BIC é “muito interessante” e salvaguarda centenas de trabalhadores, garante Mira Amaral

A proposta de compra do BPN pelo Banco BIC  é “muito interessante” e melhor do que o cenário de liquidação acordado  com a ‘troika’, porque salvaguarda centenas de trabalhadores e contribui  para a estabilidade, sublinhou Mira Amaral, presidente do banco comprador.

“Num cenário de liquidação todos perdiam o seu posto de trabalho, portanto  esta é uma proposta muito interessante, porque salvaguarda, no mínimo, 750  pontos de trabalho e parte do cenário alternativo era a simples liquidação  do banco com o despedimento de todos os trabalhadores”, disse Mira Amaral.

Além de salvaguardar no mínimo 750 trabalhadores, o BIC ficará também  com 70 por cento das agências e centros de empresa, adiantou.

“Apresentámos uma proposta séria, bem estruturada e sólida do ponto  de vista económico-financeiro e o governo entendeu vender-nos a nós”, sublinhou  à agência Lusa Mira Amaral.

O presidente do Banco BIC defendeu “o conjunto que comprámos é integrado  num banco sólido e rentável, que é o BIC português”, e representa “um contributo  para estabilidade dos sistemas financeiro e bancário português, essencial  para o desenvolvimento de uma economia”.

Sobre o valor da compra – 40 milhões de euros – Mira Amaral diz que  o BIC fez as suas contas e considerou “o preço adequado à situação objetiva  do banco”.

“O que vamos comprar é para integrar no banco BIC português”, explicou.

Mira Amaral deixou também uma palavra aos depositantes: “Temos todo  o interesse em manter todos os nossos depósitos e todos os nossos clientes.  Estão completamente salvaguardados”.

O gesto sublinhou ainda que serão “integrados num projeto futuro de  um banco que já deu provas em Portugal e em Angola e que tem acionistas  sólidos e de referência” nos dois países.

“A partir de hoje os nossos clientes têm toda a razão para estar satisfeitos”,  reforçou.

O presidente do BIC frisou que “o Governo tinha entre mãos um dossier  muito difícil que herdou e conseguiu em pouco tempo tomar uma decisão”.

“Aquilo que estava em cima da mesa, caso o Governo não tomasse uma  decisão, era um cenário de liquidação do banco, como exigia a ‘troika’ que  esteve cá a negociar com o Governo português, o que era muito pior”, destacou.

Agora, ao alargar a sua área de influência, através da integração deste  conjunto de agências e centros de empresas, o Banco BIC vai cobrir todo  o país e ajudar a economia portuguesa, destacou.

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