Governo quer novo modelo de serviço público de comunicação social até outubro

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel  Relvas, afirmou hoje que o Governo terá pronto “até fins de outubro” um  novo modelo de serviço público no que à presença do Estado no setor da comunicação  social diz respeito.

“O país tem de agir com rapidez. Não temos tempo a perder. Esse é o  nosso objetivo em todas as áreas. O país precisa de reformas, as reformas  têm de ser feitas. Estamos a pedir sacrifícios aos portugueses e os sacrifícios  têm de valer a pena. E esses exemplos terão que ser dados na eficiência  da gestão”, disse o ministro com a pasta da comunicação social, no final  de uma visita à agência Lusa, empresa onde o Estado detém uma participação  de 50,1 por cento.

“Temos de lutar contra o tempo em todas as áreas. Mesmo os diagnósticos  têm de ser feitos com rapidez”, disse Miguel Relvas, que anunciou para “os  próximos dias” a criação de um grupo de trabalho que vai definir o conceito  do serviço público na área da comunicação social.

A privatização de canais de rádio e televisão da RTP e a alienação  da participação do Estado na agência Lusa são medidas previstas para momento  oportuno no programa do atual Governo.

Questionado pelos jornalistas sobre eventuais interessados na privatização  da agência noticiosa, o governante declarou que “os interessados existem  quando os processos” são desencadeados, o que ainda não sucedeu.

No entanto, o processo de privatização, relembrou, está no programa  do Governo e “esse trabalho está a ser avaliado, esse objetivo é permanente,  existe e vai ser concretizado”, embora Miguel Relvas tenha revelado prudência  em relação a datas.

“Cada coisa a seu tempo”, disse. “O que necessitamos é de um compromisso  de eficiência, não só para o país mas também para instituições e empresas  nas quais o Estado detém uma participação”, sublinhou ainda, lembrando o  papel da Lusa, “em particular” no contexto da lusofonia.

“A Lusa  contribui para a afirmação do nosso país e tem também uma  rede nacional muito significativa na sua missão de serviço público”, destacou  Miguel Relvas, lembrando ainda o papel da agência na Europa, em particular  em Bruxelas, “no acompanhamento de todas as questões da União Europeia”.

Para o governante, a Lusa é “uma boa experiência” entre o setor público  e os privados: “dessa relação nasceu uma empresa com bons resultados, que  afirma o nome de Portugal no mundo e é uma marca respeitada no nosso país”,  notou, lembrando que a empresa tem distribuído dividendos nos últimos anos,  um “bom exemplo do caminho que deve ser aprofundado”.

A agência noticiosa “define bem aquele que é o grau de exigência do  que deve ser o serviço público em Portugal”, mas o seu “processo de reestruturação”  deve prosseguir tendo em vista a manutenção da qualidade do seu serviço  com “menor investimento da parte dos acionistas”.

Miguel Relvas reuniu-se de manhã com o presidente da Lusa, Afonso Camões,  e também com os administradores delegados dos acionistas e com os órgãos  diretivos da agência.

Na próxima segunda-feira o ministro fará uma visita à RTP, disse aos  jornalistas à margem do encontro de hoje.

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