Caixa Geral de Depósitos corta nos salários dos administradores

O Governo fez cortes salariais na administração da Caixa Geral de Depósitos. A SIC teve acesso ao despacho que fixa as novas remunerações que revela que cada administrador vai receber, em média, quase menos 10% que no anterior mandato. Com o novo modelo de gestão, apesar de até ter mais um administrador, o Estado poupa 6400 euros por mês. É mais uma exigência da “troika” cumprida pelo Governo.

No anterior modelo, o presidente e o vice-presidente eram acompanhados de cinco vogais, cada um com rendimentos acima dos 15 mil euros. Aos sete executivos juntavam-se mais três, membros do conselho fiscal. Dez administradores, no total.

Agora, o presidente, que ganha menos 3 mil euros, é seguido do chairman e de dois vice-presidentes, quatro vogais e uma comissão de auditoria.

O salário mais alto é de José de Matos, o novo presidente da comissão executiva, ex-economista do Banco de Portugal, com 19.258,88 euros.

Depois, o cargo de chairman de Faria de Oliveira, ex-presidente do Conselho de Administração da Caixa, com 16.370,24 euros.

Os dois vice-presidentes, António Nogueira Leite – a nomeação que fez estalar a polémica por ser conselheiro do PSD, administrador do grupo José de Mello e ex-secretário de Estado do Tesouro – e Norberto Rosa, vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Português de Negócios, ambos com o salário de 13.481,60 euros. Os quatro vogais: Jorge Tomé, Rodolfo Lavrador, Pedro Cardoso e Nuno Fernandes Thomaz, com o salário de 13.481,60 euros.

Na comissão de auditoria, os não executivos. A remuneração do presidente Paz Ferreira é de 3.851,78 euros e a dos vogais, Pedro Rebelo de Sousa e Álvaro Nascimento, é 2.888,83 euros.

Por mês, a gestão da Caixa Geral de Depósitos custa ao Estado, em salários, 126 mil euros, abaixo dos 132 500 euros, ou seja, 4,83%.

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