Governo quer reduzir despesa hospitalar e admite cortes até 11% em 2012
O Governo quer reduzir drasticamente a despesa hospitalar. Os cortes podem chegar aos 11%, o dobro do que estava previsto para a saúde.
Em Junho, os hospitais EPE deviam 2 mil milhões de euros a fornecedores, um valor que traduz uma situação financeira muito grave, segundo o Governo.
Reduzir em 11% os gastos hospitalares em 2012 é a meta do executivo, para travar o crescimento da dívida e equilibrar as contas. Baixar em 5% como estava inicialmente previsto, não seria suficientemente eficaz.
Na prática, o governo quer melhor utilização da capacidade instalada. Ou seja, os equipamentos hospitalares tem que ser mais rentáveis e a despesa com medicamentos tem que baixar. Significa que os hospitais têm que comprar medicamentos a preços inferiroes e implementar outras práticas na prescrição médica.
Quanto aos recursos humanos, haverá um redução nas horas extrodinárias e menor contratualização de serviços externos.
Segundo o governo, foram detectadas situações em que médicos com licença sem vencimento seriam contratados variadas vezes para prestação de serviços.
Para implementar a redução nos gastos, os hospitais terão já apresentado ao Governo um conjunto de medidas que vão ser introduzidas no orçamento para o próximo ano.
A avaliação da troika aconselhava já medidas exigentes para travar o ritmo de individamento dos hospitais EPE.
Até 2013, o governo quer uma redução na despesa no Ministério da Saúde, 750 para 550 milhões de euros.




