Ministério da Educação quer reduzir número de disciplinas

O ministério da Educação prepara-se para reduzir e acabar com a “dispersão curricular” e reduzir o número de disciplinas do ensino básico, adianta o Diário de Notícias.

Esta medida já foi anunciada por Nuno Crato e deverá entrar em vigor já no próximo ano lectivo, uma vez que o executivo já anunciou cortes na ordem dos 500 milhões de euros no ensino básico.

A reforma curricular pode passar pela redução das horas semanais de disciplinas não estruturantes, como por exemplo História e Geografia, o fim da segunda língua estrangeira obrigatória e o fim da disciplina Educação Visual e Tecnológica – EVT.

São estas as medidas que os directores de escolas e professores acreditam que vão ser alteradas.

“ Sabemos que estas medidas têm como objectivo poupar e não melhorar a qualidade”, critica Manuel António Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, citado pelo mesmo jornal.

Já Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, acredita que para o ministério cortar nas despesas “ tem de reduzir os currículos no mínimo”. O dirigente prevê a existência de um mínimo de disciplinas base e depois cada escola, “dentro da sua autonomia, terá uma ou outra disciplina”.

A verdade é que esta redução levará ao aumento de despedimentos de professores, uma ideia partilhada por Mário Nogueira, da Fenprof. “ Não tem nada a ver com qualidade de ensino”, mas sim com “retirar gente das escolas”, salientou.

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