Cerca de mil cidades em todo o Mundo únem-se para exigir democracia e criticar poder financeiro

Quase mil cidades em todo o mundo vão ser hoje palco de protestos para exigir uma mudança democrática global e contestar a sujeição da sociedade ao poder financeiro. Lisboa junta-se à iniciativa.

Sete meses depois de uma das maiores manifestações realizadas nas últimas décadas, a contestação regressa a Portugal com a convocação para hoje, pelos movimentos sociais, de outro protesto de rua “apartidário” em Lisboa.

A organização, que envolve três dezenas de movimentos e organizações sociais e não integra partidos nem sindicatos, escusa avançar estimativas da adesão ao desfile que ligará o Marquês de Pombal e o Parlamento nem aceita comparações com a marcha em que desceram a Avenida da Liberdade, a 12 de março passado, mais de 200 mil pessoas.

Democracia participativa, iniciativa legislativa do cidadão e transparência são os três vetores principais em que apostam os organizadores, que vão promover uma assembleia popular junto ao Parlamento, a partir das 19:00, onde entre outros assuntos, vão discutir uma proposta de “auditoria cidadã” à dívida pública.

Terminar o desfile na Assembleia da República é “simbólico” e pretende lembrar os deputados de que a voz dos cidadãos tem de ser ouvida, segundo os organizadores.

A manifestação, que começa às 15:00, insere-se numa jornada a nível mundial que se realiza em mais de 80 países de diferentes continentes e em que se convocam as pessoas para “lutar pelos seus direitos e pedir uma autêntica democracia”.

Em Portugal, estão ainda convocados desfiles em Angra do Heroísmo, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Porto, Coimbra e Santarém.

No retso do Mundo, Sydney, Wellington, Nova Deli, Nova Iorque, Jacarta, Buenos Aires, São Paulo, Vancouver, Jerusalém, Cidade do México, Cairo, Rabat, Tóquio, Londres, Paris, Atenas, Berlim e Roma são algumas das cidades dos mais de 80 países que aderiram ao protesto mundial.

“No dia 15 de outubro pessoas de todo o mundo tomarão as ruas e as praças. Da América à Ásia, de África à Europa, as pessoas estão a erguer-se para lutar pelos seus direitos e pedir uma autêntica democracia. Agora chegou o momento de nos unirmos num protesto não violento à escala global”, pode ler-se no manifesto divulgado no ‘site’ “United for Globalchange” (“Unidos por uma mudança global”).

“Unidos em uma só voz, faremos saber aos políticos, e às elites financeiras que eles servem, que agora somos nós, o povo, que decidirá o nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam”, reforça o mesmo texto.

O movimento dos “indignados” ganhou nas últimas semanas um novo fôlego, ao ter repercussões fora da Europa, onde foram registados os primeiros protestos, com a adesão de cidades como Nova Iorque, com a realização de manifestações sob o lema “Occupy Wall Street” (“Ocupar Wall Sreet”).

Um dos alvos da jornada de protesto de hoje vão ser os grandes centros financeiros mundiais, como Wall Street, a ‘City’, o coração financeiro de Londres, ou o Banco Central Europeu, com sede na cidade alemã de Frankfurt.

Outros dos locais centrais do protesto será Bruxelas, sede da União Europeia (UE), onde são esperados vários milhares de “indignados” originários de Espanha, França, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Suiça, entre outros países europeus.

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