O Douro só se consegue “vender” com uma organização turística objectiva

O presidente do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo do Douro (IPDT), Jorge Costa, considera que a região duriense só se consegue “vender” no mercado turístico com uma organização objectiva e com um conhecimento “profundo” dos mercados turísticos mundiais.
Jorge Costa falou na Conferência Internacional sobre o turismo do Douro que termina amanhã em Vila Nova de Foz Côa, com uma visita a uma das quintas da região, e que teve como tema “ Como vender, comunicar e internacionalizar a região” numa organização do IPDT, com o apoio da Estrutura de Missão do Douro e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
A Conferência Internacional de Turismo do Douro surge no âmbito de uma candidatura ao programa ON-2 (Programa Operacional Regional do Norte) e foi co-financiada pela União Europeia, através do FEDER.
Jorge Costa afirmou que “o importante para vender o Douro em termos turísticos é saber a quem o vender. Temos alguns exemplos que poderão passar por países como a Alemanha, Inglaterra e ou França. Os turistas terão de conhecer a relação existente no espaço geográfico da região, entre a oferta e a procura, ou seja, com uma oferta turística mais ampla. O Douro tem de ter uma oferta continuada por todo o curso do rio, e quem sabe passar para o outro o lado da fronteira, procurando novas proposta que continuem a fixar turistas na região. As ofertas de turismo variam e o que estava certo há cinco ou 10 anos atrás hoje pode ser diferente. As companhias aéreas de baixo custo vieram democratizar os mercados turísticos”.

“Região tem de ir à boleia da marca Vinho do Porto”, Ricardo Magalhães

O chefe de Estrutura de Missão Douro (EMD). Ricardo Magalhães considerou que a promoção da região deveria ir “à boleia” dessa marca “fantástica” que é o Vinho do Porto, tendo em vista sua afirmação turística.
“A marca Vinho do Porto, é conhecida nos quatro cantos do mundo, está afirmada. Por esse motivo temos que tirar partido dessa mais-valia para a promoção e afirmação da região do Douro como destino turístico de excelência. Temos pela nossa frente um grande trabalho de promoção do Douro, para que a procura da região por parte dos visitantes do exterior aumente, pois só 20 por cento dos turistas que chegam à região duriense são estrangeiros, os restantes 80 por cento são nacionais. É preciso encontrar espaços de debate para internacionalizar a região do Douro como um todo, de forma trabalhar todo o seu potencial fora de portas. A paisagem do Douro tem de ser valorizada, mas é preciso investimento em unidades hoteleiras de qualidade. O património edificado, juntamente como o património natural e vinhateiro, e a envolvência das pessoas que habitam a região, são pontos importantes para a afirmação do Douro”, frisou o chefe da EMD.

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