Funcionários Públicos enchem Marquês de Pombal antes do início da manifestação

Milhares de funcionários públicos enchiam, ao início da tarde, a praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, antes do arranque da manifestação nacional contra os cortes salariais e de subsídios previstos no Orçamento do Estado de 2012.

Autocarros vindos de vários pontos do país continuavam a chegar ao Marquês de Pombal, cerca das 15:00, para deixar trabalhadores que se preparam para descer a Avenida da Liberdade até aos Restauradores em protesto contra estas medidas.

Pouco antes do início do desfile, o coordenador da FESAP (Frente Sindical da Administração Pública), Nobre dos Santos, disse à Agência Lusa que esta manifestação “tem como objectivo mostrar ao Governo a indignação dos trabalhadores da administração pública contra os cortes salariais que vão ser mantidos e os cortes dos subsídios de férias e de Natal nos próximos dois anos”.

A coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, reafirmou que “os trabalhadores da função pública saíram hoje à rua contra os novos cortes que vão ser aplicados e que estão previstos no Orçamento do Estado ontem aprovado no Parlamento”.

“Esta manifestação serve também para mostrar ao Governo que não nos vergamos e que vamos continuar a lutar pelos nossos direitos”, acrescentou.

Os dois sindicalistas foram unânimes em considerar que a manifestação nacional de hoje serve também de “ensaio” para a greve geral de 24 de Novembro.

As três estruturas sindicais da administração Pública decidiram unir-se no protesto e sair para a rua em conjunto, como não acontecia há vários anos.

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado contestam o congelamento salarial de 2010, o corte salarial médio de cinco por cento deste ano, a colocação de trabalhadores em mobilidade especial, um sistema de avaliação deficiente e a alteração das regras de aposentação.

Mas foi o anúncio da manutenção do corte salarial e da retirada dos subsídios de férias e de Natal nos próximos dois anos que levou os sindicatos da CGTP e da UGT a esquecerem as diferenças de postura e a marcarem uma manifestação nacional para hoje numa tentativa de travar as intenções do Governo.

As estruturas sindicais da função pública vão unir-se de novo na greve geral marcada pelas duas centrais sindicais – CGTP e UGT – para 24 de Novembro.

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