Embaixador sírio defende que decisão da Liga Árabe é “ilegal e contrária ao tratado” da organização

A decisão da Liga Árabe de suspender a Síria é “ilegal e contrária ao tratado” da organização, disse hoje o embaixador sírio, Youssef Ahmad, citado pela agência oficial Sana.

É uma decisão que “põe fim à ação árabe comum e prova que a administração (da Liga Árabe) segue um programa ditado pelos americanos e os ocidentais”, acrescentou o diplomata.

A Liga Árabe decidiu hoje suspender a Síria de todas as reuniões e pediu a retirada dos embaixadores árabes até que o governo de Damasco ponha fim à violência contra os manifestantes anti-governamentais, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro do Qatar.

Hamad ben Jassem al-Thani falava no final de uma reunião ministerial extraordinária na sede da organização no Cairo, destinada a discutir medidas contra Damasco, que há dez dias aceitou um plano de saída para a crise, mas ainda não o aplicou.

A mesma fonte disse que a suspensão começa na quarta-feira e acrescentou que a decisão foi aprovada por 18 dos 22 países-membros da Liga Árabe, enquanto o Líbano, o Iémen e a Síria votaram contra e o Iraque se absteve.

Em comunicado, Hamad ben Jassem al-Thani diz ainda que a Liga Árabe pediu a aplicação de “sanções económicas e políticas contra o poder na Síria” e apelou a todas as correntes da oposição síria para que se reúnam no Cairo para encontrar “um projeto único para a gestão da transição na Síria”.

A suspensão da adesão da Síria à Liga Árabe era uma das principais reivindicações da oposição síria, cujas diferentes correntes se deslocaram nos últimos dias ao Cairo para se reunir com o secretário-geral da organização, Nabil al-Arabi.

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