Antevisão da greve que deverá paralisar o País na 5ª feira
Na próxima quinta-feira o País vai ficar praticamente parado. A greve geral junta as duas centrais sindicais CGTP e UGT no dia 24. Os sindicatos prevêem uma adesão em massa capaz de paralisar vários sectores.
O aumento do custo de vida, os cortes na saúde e na educação, o aumento dos impostos, a alteração da legislação laboral foram alguns dos motivos que levaram a CGTP a apostar na intensificação da luta.
Mas foram as medidas anunciadas ao país pelo primeiro-ministro Passos Coelho a 13 de outubro que levaram as duas centrais sindicais a reunirem-se a 17 de outubro, para discutir a possibilidade de um protesto conjunto.
Esta é a terceira greve geral em que a CGTP e UGT se juntam, mas apenas a segunda greve conjunta das duas centrais sindicais portuguesas já que em 1988 a CGTP decidiu avançar e a UGT, autonomamente, também marcou uma greve geral para o mesmo dia.
Sindicato dos trabalhadores da Inspecção Tributária adere à paralisação de dia 24
A APIT – Associação sindical dos Profissionais da Inspecção Tributária decidiu aderir à greve geral convocada para o dia 24 de Novembro de 2011, anunciou o sindicato em comunicado.
“Perante medidas governamentais inadmissíveis, até porque são impostas a um grupo selecionado de cidadãos, (manutenção do corte salarial; eliminação dos subsídios de Férias e de Natal; manutenção do congelamento de promoções e progressões; etc.)”, entre outras, “não podemos desistir ou cruzar os braços”, afirma o sindicato.
Consultas e cirurgias programadas deverão ser as mais afetadas
O adiamento de consultas e cirurgias programadas deverá ser a principal consequência da greve geral de quinta-feira na área da saúde, com os sindicatos a esperarem uma “forte adesão” devido à “gravidade” das medidas anunciadas para o setor.
Sindicatos acreditam numa grande adesão do pré-escolar às universidades
Os sindicatos da Educação confiam que a greve geral de quinta-feira terá um forte impacto no setor, encerrando escolas, universidades, politécnicos e jardins de infância, contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo.
A Federação Nacional de Professores (FENPROF), a maior organização sindical do setor — representa docentes e investigadores do básico ao superior – tem feito veementes apelos para que encerrem todos os estabelecimentos, do pré-escolar às instituições de ensino superior.
Preparada para uma forte adesão está igualmente a Federação Nacional da Educação (FNE), que representa também os trabalhadores não docentes.
SEF, polícia municipal e guardas prisionais esperam grande adesão
O controlo de passageiros nos aeroportos e portos marítimos deverá ser afetado pela adesão dos investigadores do SEF à greve de quinta-feira, paralisação que também terá efeitos na fiscalização do trânsito devido à participação dos polícias municipais.
Além dos investigadores do SEF e dos polícias municipais a greve geral também terá a adesão dos guardas prisionais.
Paralisação poderá ser a maior de sempre na totalidade da administração local
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) afirma que “tudo indica” que a greve geral de quinta-feira levará ao “maior encerramento de serviços na administração local”, numa altura em que se impõe às autarquias a redução de funcionários.
Escolas, recolha do lixo, cemitérios, transportes urbanos em Coimbra, Braga, Aveiro e Barreiro e o apoio administrativo das autarquias são alguns dos serviços onde a greve pode ser mais notada.
Utentes dos transportes deverão ter dia complicado com adesão “muito elevada”
Os utentes dos transportes podem contar com dificuldades quinta-feira a concretizar-se a perspetiva da Federação dos Sindicatos dos Transportes (FECTRANS) que prevê uma adesão “muito elevada” à greve geral convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT.
O Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), que representa os trabalhadores de assistência em terra nos aeroportos, também se vai juntar à greve geral, tal como o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo e da Aviação Civil (SNPVAC), que representa os tripulantes de cabine, e a Comissão de Trabalhadores da NAV, empresa de controlo aéreo.
A CP, o Metropolitano de Lisboa e o Grupo Transtejo remeteram esclarecimentos para esta semana, enquanto a Carris e a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) já garantiram serviços mínimos.
Previsível forte adesão vai afetar os tribunais
O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) prevê uma “forte adesão” à greve geral de quinta-feira, superior aos “50 ou 60 por cento”, registados na paralisação de há um ano, e que vai afetar o funcionamento dos tribunais.
Quem não vai aderir à greve geral são os magistrados do Ministério Público, outra das classes da área da justiça, cujo sindicato deliberou, numa assembleia-geral realizada no passado dia 10, não se associar à paralisação.
Embora tenha aderido à greve geral de 2010, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considera que este ano já não se verifica o “ataque” do anterior Governo à justiça e aos estatutos da classe.




