Exportações perdem gás e economia afunda mais

As exportações são a única hipótese de crescimento para Portugal, mas já estão a arrefecer.

As exportações portuguesas de bens e serviços estão a perder o gás, reduzindo a sua capacidade para amparar a economia nacional. No terceiro trimestre deste ano, o contributo das vendas ao exterior foi mais baixo, ditando uma recessão cada vez mais profunda, mostram os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Entre Julho e Setembro, a economia caiu 1,7% quando comparada com o mesmo trimestre de 2010 e 0,6% face aos três meses anteriores. A penalizar as contas nacionais esteve a forte contracção da procura interna – uma quebra que é cada vez menos compensada pelas vendas ao exterior.

Os números mostram que as exportações desaceleraram de um crescimento homólogo de 8,7% no segundo trimestre, para 6,5% no terceiro. Ao mesmo tempo, as importações caíram menos – a contracção foi de 2,8%, depois de no segundo trimestre ter sido de 4,6%. A explicar o comportamento das importações está sobretudo um efeito de base que se registou no segundo trimestre: é que entre Abril e Junho de 2010 foi registada a compra de equipamento militar, uma importação extraordinária de grande volume, que enviesou a comparação do trimestre passado.

Contas feitas, o contributo da procura externa líquida – isto é, as exportações deduzidas das importações – foi bem mais reduzido, passando de 4,6 pontos para apenas 3,3 pontos. Já no que toca à procura doméstica, a queda do consumo privado manteve-se, enquanto o consumo público corrigiu a contracção, que estava também inflacionada pela compra de material militar. O contributo da procura interna para a variação do PIB foi de cinco pontos negativos.

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