Cultura do Norte iniciou obras de valorização na Capela São Pedro de Balsemão
A Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) iniciou no final de 2011 trabalhos de conservação e valorização na Capela de São Pedro Balsemão, uma das mais antigas igrejas de Portugal, situada nas imediações da cidade de Lamego. Esta intervenção está orçamentada em 63 mil euros, e está integrada no projecto “Redes de Monumentos do Vale do Douro”, financiado pelo FEDER e pelo Programa Operacional Regional do Norte (ON2). A obra deverá estar terminada no mês de Abril.
Os trabalhos de conservação e valorização incidirão sobretudo na parte exterior da igreja – quer a nível das coberturas, quer a nível dos paramentos – e também na melhoria das instalações e das redes de iluminação. Há mais de trinta anos que o imóvel não é alvo de trabalhos desta natureza (à excepção de reparações ligeiras e pontuais que se revelaram insuficientes para a sanar anomalias e deficiências várias detectadas) e com esta acção em curso pretende-se renovar integralmente o aspecto exterior da capela e melhorar as condições de iluminação e visibilidade dos elementos do património no seu interior. Com esta intervenção será ainda encetada uma nova fase na promoção do monumento, como uma mais valia na valorização do território duriense alto-transmontano onde está inserido.
Classificado como Monumento Nacional desde 1921, a Capela de São Pedro Balsemão é um singular monumento cuja fundação remonta ao período da Reconquista Cristã (século X). Ainda que no exterior sobressaia o carácter seiscentista da composição da fachadas, é no espaço interior que se realça a sua antiguidade, onde as colunas com capiteis coríntios e o arco ultrapassado – na ligação da nave à cabeceira – apresentam frisos e orlas em ornamentos com profusão de motivos figurados e geométricos; estes, por muitos atribuídos a origens visigóticas, com maior segurança terão influências asturianas e moçárabes.
A empresa responsável pelos trabalhos é a Sociedade de Pedreiras Baionense, experiente na área de conservação e reabilitação de edifícios históricos, sendo que os trabalhos serão acompanhados pelo corpo técnico da DRCN, nas várias valências implicadas na reabilitação de um edifício singular e desta natureza: do restauro edílico e acompanhamento arqueológico até à conservação e restauro do património móvel integrado.
No decurso dos trabalhos a capela permanecerá visitável, prevendo-se, no entanto, o seu encerramento à visita pública durante a última semana de Janeiro e a primeira de Fevereiro, dado não ser possível assegurar nesse período as melhores condições de segurança.




