Seguro denuncia “apropriação das clientelas dos partidos do Governo” face a nomeações na EDP

O secretário-geral do PS diz que as nomeações na EDP são um sinal da “apropriação das clientelas dos partidos do Governo” nas áreas importantes da economia. Em Braga, António José Seguro acusa Pedro Passos Coelho de ter falhado mais uma promessa eleitoral.

António José Seguro declarou-se “muito surpreendido”  com os nomes adiantados para o Conselho de Supervisão da EDP considerando  que são uma “demonstração” da “apropriação por parte das clientelas dos  partidos do Governo ” de cargos públicos.

À margem de uma visita ao presépio vivo de Priscos, em Braga, o líder  do PS afirmou ainda que as nomeações propostas para a EDP demonstram “mais  uma promessa” de Pedro passos Coelho que “não está a ser comprida”.

Seguro referia-se à promessa feira durante a campanha eleitoral pelo  agora primeiro-ministro de “por um travão” a este tipo de nomeações.

“Considero que isto é mais uma demonstração daquilo que é a apropriação  por parte das clientelas dos partidos do governo em relação a áreas importantes  da nossa economia, onde o Estado ainda tem participação mas também do próprio  aparelho do Estado”, afirmou o líder socialista.

António José Seguro afirmou ter ficado “muito surpreendido” com as escolhas  para ocupar o conselho de Supervisão da EDP e, realçando que não fazia “nenhuma  referência a nomes”, apontou como “facto” ser “evidente” a “identificação”  dos nomes vindos a público com os “dois partidos do Governo”.

Eduardo Catroga, Celeste Cardona Paulo Teixeira Pinto, Rocha Vieira,  Braga de Macedo e Ilídio Pinho são alguns dos nomes propostos à Assembleia  Geral de Accionistas para integrar o Conselho de Supervisão da EDP, tal  como o Diário de Notícias hoje noticiou.

Para o secretário-geral do PS “houve um processo de privatização da  EDP que aparentemente está associado a um processo de contrapartidas que  passa pela governamentalização e partidarização deste conselho da EDP”,

Isto, para António José Seguro, “é um mau sinal”.

O secretário-geral socialista afirmou ainda que “é necessário pôr um  travão” neste tipo de “situação” e “sobretudo olhar para o sinal que se  dá aos portugueses com indicações e nomeações desta natureza”.

O presépio vivo de Priscos é organizado há seis anos pela paróquia da  aldeia, com o apoio da Câmara Municipal de Braga, da Junta de Freguesia  e empresários locais.

No total, a representação conta com mais de 800 figurantes que dão vida  a quadros do quotidiano da época do nascimento de Jesus Cristo.

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