Manifestantes começam a concentrar-se nas principais cidades da Nigéria
Manifestantes começaram a concentrar-se nas principais cidades da Nigéria devido ao início de uma greve por tempo indeterminado convocada para protestar contra a duplicação dos preços dos combustíveis, segundo a France Presse.
A polícia foi destacada para os principais aglomerados do maior país produtor de petróleo africano por se temerem atos de violência.
As ruas da capital económica nigeriana de Lagos, habitualmente com muito transito, estavam hoje desertas, com exceção para os manifestantes, que se deslocavam para os locais das concentrações.
Nas instalações de um sindicato, cerca de 300 pessoas gritavam slogans contra o governo antes do início de uma grande manifestação.
Os sindicatos dos trabalhadores apelaram para a realização de uma greve sem prazo a partir de hoje e de manifestações caso o governo não restabeleça os subsídios aos preços dos combustíveis, cuja supressão a partir de 1 de janeiro provocou uma brusca subida dos preços da gasolina.
A 1 de janeiro, o litro da gasolina subiu de 65 nairas (0,30 euros) para 140 nairas (0,66 euros) e desde então foram desencadeadas manifestações em todo o país para protestar contra a medida.
A Assembleia Nacional nigeriana adotou numa sessão de urgência no domingo uma moção para pedir ao governo para recuar na adoção da decisão de aumentar os combustíveis para permitir dialogar.
Os deputados também pediram aos sindicatos para “suspender o projeto de greve geral e participar num diálogo aprofundado sobre esta questão”.




