PCP critica “milhões em salários para ex-ministros do PSD e CDS” e “sacrifícios” para os reformados
O PCP condenou o Governo por “distribuir sacrifícios aos reformados” enquanto “à EDP distribui milhões em salários para ex-ministros do PSD e do CDS”, gestores de topo, que “pelos vistos, até na China são conhecidos”.
No período reservado a declarações políticas, o deputado comunista Jorge Machado afirmou que, “enquanto o Governo distribui sacrifícios para os reformados, à EDP distribui milhões em salários para ex-ministros do PSD e do CDS”.
“Veja-se o caso de Eduardo Catroga, ex-ministro do PSD, e Celeste Cardona, ex-ministra do CDS, gestores de topo que, pelo vistos, até na China são conhecidos”, afirmou.
Jorge Machado considerou que “importa referir que Eduardo Catroga participou nas negociações com a troika que determinaram a privatização da EDP”, tendo tido por “recompensa” um “salário anual de 639 mil euros”, 45 mil euros por mês.
As nomeações para a empresa Águas de Portugal foram também apontadas pelo PCP, referindo os autarcas do Fundão e do Porto, “um do PSD, outro do CDS, porque nesta matéria a divisão é feita irmãmente”.
Jorge Machado lembrou as palavras do primeiro-ministro durante a campanha eleitoral, segundo as quais não queria ser chefe do Governo para “dar empregos ao PSD”.
Referindo-se à eliminação do complemento de pensão a “milhares de reformados”, com cortes de cerca de 100 euros em pensões entre 400 a 500 euros, o deputado comunista acusou o Governo de “tirar ao povo, a quem vive do seu salário ou reforma, para dar aos mais ricos”.
O CDS fez uma declaração política sobre economia, com o deputado Hélder Amaral a defender a “diplomacia económica” do ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente democrata-cristão, Paulo Portas.
“Este modelo potencia um ciclo virtuoso em que a diplomacia e a economia se alavancam mutuamente em prol da promoção de Portugal como destino turístico, das empresas portuguesas e das marcas portuguesas no exterior”, argumentou.




